terça-feira, 19 de dezembro de 2006
** O tempo do desamor
Ouço músicas e escrevo versos.
Não sou este dia e nem a noite me pega de surpresa.
Mas há um vazio certeiro onde deveria fluir oceanos e, por isso,
escrevo as cartas de meu tempo: é preciso que fique registrado
o intenso desamor.
O que me castiga é exatamente ele.
Entretanto, o que mais posso dar de mim
além da negação constante do que me aflige
e revolta?
Por isso, escrevo as cartas de meu tempo.
É preciso que se registre a rebeldia
contra o desamor.
...
Não sou este dia e nem a noite me pega de surpresa.
Mas há um vazio certeiro onde deveria fluir oceanos e, por isso,
escrevo as cartas de meu tempo: é preciso que fique registrado
o intenso desamor.
O que me castiga é exatamente ele.
Entretanto, o que mais posso dar de mim
além da negação constante do que me aflige
e revolta?
Por isso, escrevo as cartas de meu tempo.
É preciso que se registre a rebeldia
contra o desamor.
...
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
***um gole amargo de mim
Hoje eu poderia ter tentado muito mais do que tentei, ser mais
alegre e menos, muito menos amarga.
Alguma coisa mais forte e latente
me impediu de buscar meus princípios básicos de doçura.
Por isso, pensei muito mais nos sonhos
deixados pelo caminho.
Doeu. Eles, os sonhos, doeram, e o fato de terem dicado pelo caminho doeu.
Mas não sou incapaz de refar minhas coisas aqui dentro.
Ainda sou a fina flor da trajetória contrária.
Mereço um pôr-do-sol a mais.
Mereço amanhecer em frente ao mar.
Dias melhores virão.
...
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
*Noite
Hoje eu lanço a minha voz ao vento, se bem que a noite
está em perfeita calmaria.
Acho que sei como se sentem os navegadores.
De qualquer maneira, lanço o que há para ser dito,
o que precisa sair de mim,
feito fel, se é que me entende,...que precisa ser destilado.
Aboli meus medos há algum tempo,
mas há uma correria aqui dentro de mim com relação a eles que chego a tropeçar nas tentativas todas.
Algumas, bem sei, restaram inúteis.
Outras, foram e são vencedoras.
Brilham e agem.
E é sobre essas que eu quero me derramar.
A cada cinco palavras sinto, agora, um pouco de vento.
Vem so sul, mas não me parece com aqueles que trazem chuva.
A noite está quente e meus medos dormem ali, na calçada.
Querem olhar para a Lua - é quarto crescente e eu ainda agradeço por não minguar.
Mais um dia.
São dez horas.
Tudo calmo.
Tudo bem.
*
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
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